sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Simples coisas boas da vida


Havia me esquecido como é bom fazer algumas coisas simples e até bobas... mas que se tornam deliciosas quando podemos fazê-las.
Viver delas é ruim para quem trabalha no pique total, mas vez ou outra é muito divertido!

- Ver um filme bobo na sessão da tarde
- Buscar pão fresco na padaria (quando acabou de ser feito...hum...)
- Acordar mais tarde sem nenhum compromisso
- Chegar mais cedo em casa por não ter nenhum compromisso (ah, que maravilha!)
- Não ter que se preocupar em sair sempre arrumada
- Jogar conversa fora ao redor da mesa da cozinha, com a família
- Bater um longo papo com uma amiga
- Brincar com um cachorro
- Puxar papo com uma criança (que esteja a fim de papo, claro)
- Cantar numa roda de amigos (qualquer canção vale, desde que todos conheçam a letra e possam participar)

- A lista continua (acrescentem o que quiserem!)

A alma do outro (Lia Luft)


"No relacionamento amoroso, familiar ou amigo
acredito que partilhar a vida com alguém que
valha a pena é enriquecê-la. Permanecer numa
relação desgastada é suicídio emocional, é
desperdício de vida"

"A alma do outro é uma floresta escura", disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único autor de cabeceira.

A vida vai nos ensinando quanto isso é verdade. Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa.

Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito?

(...)

Amor e amizade transitam entre esses dois "eus" que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte. Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo.

Pensar sobre a incomunicabilidade ou esse espaço dela em todos os relacionamentos significa pensar no silêncio: a palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar; o silêncio que não foi erguido no momento exato – e era o momento de calar.

Mas, como escrevi várias vezes, a gente não sabia. É a incomunicabilidade, não por maldade ou jogo de poder, mas por alienação ou simples impossibilidade. Anos depois poderá vir a cobrança: por que naquela hora você não disse isso? Ou: por que naquele momento você disse aquilo?

Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto. Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho. Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens.

No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro.

Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação?

Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige auto-exame, avaliação. Posso dizer que sempre vale a pena, sobretudo vale a pena apostar quando ainda existe afeto e interesse, quando o outro continua sendo um desafio em lugar de um tédio, e quando, entre pais e filhos, irmãos, amigos ou amantes, continua a disposição de descobrir mais e melhor quem é esse outro, o que deseja, de que precisa, o que pode – o que lhe é possível fazer.

Em certas fases, é preciso matar a cada dia um leão; em outras, estamos num oásis. Não há receitas a não ser abertura, sinceridade, humildade que não é rebaixamento. Além do amor, naturalmente, mas esse às vezes é um luxo, como a alegria, que poucos se permitem.

Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida.

Poemas de amor

Brincando com versos...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Desejos para 2011!


Amigos, feliz ano novo!

Desejo que a gente consiga vencer os desafios de nossos caminhos e aproveitar a viagem ao longo desses 360 dias que estão por vir.
Desejo que a gente se dê o direito de ser feliz, de aproveitar as coisas simples da vida, de curtir as pessoas que amamos, de dizer o que sentimos e trabalhar no que gostamos.
Desejo que, apesar das dificuldades, a gente esteja disposto a continuar acreditando na vida, no amor e no bem e que, de alguma forma, exercite isso tudo em nosso cotidiano.
Desejo que a gente não espere para depois, que viva hoje, que tenha atitude e busque o que precisa, e que consiga desfrutar do que tem.
Que a gente aprenda, definitivamente, a aceitar a vida como ela é, confiando em Deus e em si mesmo.
Que a gente honre com a fama brasileira de ser guerreiro e não desistir nunca!
Desejo que a gente não abandone jamais os nossos sonhos, nem se limite quando sabe que pode ir além, pois uma grande frustração vem da sensação de nos desmerecermos ou nos pouparmos. Existe uma parte dentro da gente que sabe muito bem de nossa luz e nosso potencial, mas o problema é que temos medo de brilhar.
A felicidade é, para muitos de nós, um objeto almejado, mas quando conquistado passa a causar medo. Não vamos cair nessa cilada!!!
Sei que, especialmente nesta época do ano, tudo gira em torno da mística de ano novo e tudo mais.
Mas se existe um ritual de passagem de ano, quem sabe possamos aproveitá-lo de verdade e despertarmos para uma nova perspectiva de vida, deixando que essa frase deixe de ser "feita" e passe a realmente significar algo bacana na vida da gente?

Feliz ano novo!

Com carinho,

Carla

domingo, 2 de janeiro de 2011

Um brinde...


... a todos que perceberam que a vida muda quando a gente muda!

Se queremos um ano novo precisamos fazê-lo nascer dentro de nós.

Um grande abraço e um feliz 2011 a todos!