domingo, 10 de janeiro de 2010

Palavras de Fernando Sabino

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chove chuva... pensamentos e devaneios...


A chuva bate na janela... ô barulhinho bom... o pensamento corre solto, sem uma definição. Quantas palavras passam por nossa cabeça num curto espaço de tempo? Um vai-e-vem de ideias... lembranças... desejos!
Como é bom poder desfrutar dos momentos de devaneio quando estamos de "papo pro ar"? O que eu mais cobiçava quando não estava de férias era exatamente isso... poder desfrutar de um momento de "não fazer absolutamente nada" e estar bem, sem compromissos, horários, "tem quê's da vida". Hora pra acordar, levantar, comer, sair, chegar, coisas pra fazer no intervalo de almoço, hora pra reunião, aula, até médico... hora de dormir... e que agonia se não pegamos no sono... hora de descansar, mas... quem consegue descansar com hora marcada? Afff... aí vem mais agonia.
Nãoooooooooooo!
Eu me proponho a dádiva de não fazer nada que eu "tenha que" pelo menos em algum momento a cada semana em 2010.
Como diz minha mãe, tudo o que é demais, cansa. Então vamos aproveitar os momentos de sossego que a vida nos reserva da melhor forma. Fazendo um "nada" que revigora, alegra, reabastece a alma...
E... agora vou deixar de papo e ver um filme... depois eu conto um pouco sobre ele... ou não... quem sabe?
Boa noite!

Relacionamentos - Não é amor (Sandra Maia)


Acordei assim hoje: com uma vontade imensa de falar sobre o que é realmente o amor e, por mais incrível que pareça, decidi começar com o que não é AMAR - até porque quero crer que muitos de nós conhecem melhor o que não é amor - alguns poucos se permitem viver relações para as quais estão prontos.

Não é amar: viver em função do outro, viver em uma confusão de pensamentos e sentimentos que tiram o foco, viver triste, com receio da perda, do abandono, da mentira, aceitar migalhas, viver se rastejando, falar o que não sente, conceder indefinidamente, adiar sonhos, encolher, esconder-se, deixar-se morrer, anular-se.

AMOR É MESMO UM MILAGRE. Embora todos queiramos experimentá-lo, buscamos parceiros que não têm condições de nos mostrar o caminho, não sabem, não conhecem o que é amar. Ignoram como é bom ter alguém por perto para compartilhar, ser e estar.

Então, afinal, como é isso? Como é viver uma relação onde cada um dá o seu melhor? O amor floresce. Cada um decide - no dia-a-dia - escolher a relação. Como é viver dessa forma? Dois inteiros, dois que querem e investem no relacionamento, trocam?

Tenho amigos e amigas que vivem em histórias absurdas - aquelas que nascem para não dar certo. E a questão é sempre a mesma: SORTE, AZAR OU ESCOLHA? O que será? Fácil falar que não damos sorte no amor quando trazemos para nossas vidas tudo o que não dá, tudo o que não funciona, tudo o que não é amor.

Qualquer coisa

Pode ser paixão, excitação, autopunição, desejo - não sei. Pode ser qualquer coisa. Mas não AMOR. Essas situações mantém-nos reféns, nos fazem infantis, desajustados. Essas escolhas nos tornam eternos infelizes, vítimas, nos colocam no chão - abaixo do asfalto, abaixo do aceitável...

O AMOR É INCONDICIONAL... Ah, essa coisa que muitos vivem por aí não, não é verdadeiramente amor... Pode ser controle, dependência, pode ser simplesmente escolha com base em crenças erradas... Aquelas mesmas que trazemos da infância e repetimos na vida adulta. Crenças como "só eu vou poder mudá-lo(a)", "ele(a) me ama, só não sabe", "está acontecendo algo - forças estranhas separam nosso amor", "ele(a) me quer - só não consegue aceitar", etc, etc.

O pior é achar que tudo isso É NORMAL. Saiba que NÃO É NORMAL. Normal deveria ser o bom. Viver uma relação sem o medo eminente da perda, sem dor, sem sofrimento, sem qualquer função que nos tira do nosso foco, nossos sonhos, nossos planos de crescimento e desenvolvimento humano.

Normalidade

Posso lhes afirmar NÃO É NORMAL viver querendo morrer... Relações com essa dinâmica viciam. São como um THRILLER - cheias de EMOÇÃO, DE ALTOS E BAIXOS, DE PAIXÃO, VIDA E MORTE. Atraem por ser SUPER, SOBRENATURAIS, ENIGMÁTICAS... Fazem-nos viver na ilusão fora da realidade, nos esquecer da verdade, do ser, do amor verdadeiro. Enganamo-nos...

E como vocês também devem conhecer ou viver histórias parecidas, essa semana, conversando com a amiga de uma amiga, um caso me trouxe à mente como num espelho uma questão que demonstra o quanto podemos nos tornar ridículos quando no deixamos envolver em relações doentes...

Ela estava envolvida com um rapaz mais jovem - desempregado, não havia estudado, ciumento, violento, envolvido com outras mulheres, sem escrúpulos, com valores distorcidos, sem qualquer possibilidade de acompanhá-la e ao seu filho... Enfim, um problema sem tamanho... O mais incrível era ouvi-la dizendo: "MAS EU O AMO!" E, o mais complexo, ter de dizer a ela: "ISSO NÃO É AMOR! É DOENÇA! Busque ajuda. Converse com pessoas que vivem relações saudáveis. Veja como vivem. O que esperam um do outro. Como é seu dia-a-dia. Nessas relações o que há é RESPEITO, HARMONIA, DEDICAÇÃO, RESPONSABILIDADE. Há um cuidar da relação que os mantém fortes, unidos, íntegros, saudáveis. Um conviver que faz bem. Não tem soluços, não têm idas e vindas, rompimentos e voltas..."

Não foi fácil, mas arrisquei e tentei convidá-la a refletir, pensar, compreender o que estava em jogo nessa teimosia. "AMOR", comentei com ela, "é diferente do que está vivendo! É tranquilo no que pode ser, quente no que deve ser..." É esse o amor que podemos escolher: sem sobressaltos, sem dor, sem tristeza, um amor leve, livre, solto, um amor que vem para ficar, para uma vida, para o tempo que durar...

Um amor que, sim, terá altos e baixos, conquistas e derrotas. Mas que se sobressai a todos os percalços que a vida um dia traz. Permanece...

Escolhas, sempre escolhas.

(Fonte: Yahoo Notícias)

O que você acha disso? Será que todo mundo viveu algum tipo de relacionamento assim? Como fazer para não cair nesta cilada? Talvez seguindo aquele princípio de se amar em primeiro lugar, para, então, saber amar o outro; cuidar de si mesmo, de suas coisas, buscar seus sonhos e estar atento a qualquer sinal de "doença", conversar muito, sempre e abertamente com o/a parceiro/a, buscando um "viver" mais leve e feliz.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sobre o ócio criativo





"Aprenda a fazer pausas ... ou nada de valor te alcançará."
--Doug King

"O trabalho deveria existir em função de viver. Não vivemos para trabalhar. Esta mudança em nossa percepção é necessária."
--Matthew Fox

“A verdadeira finalidade de toda a vida humana é a diversão.”
--G.K. Chesterton

"A plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. (...) É o que eu chamo de 'ócio criativo', uma situação que, segundo eu [penso], se tornará cada vez mais difundida no futuro."
--Domenico de Masi

Sobre a tal felicidade...


"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá, a cada pessoa, tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria."
--S. Brown

"Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz."
--Abraham Lincoln

"Felicidade repartida dura eternamente."
--M. Tanigushi

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
--Carlos Drummond de Andrade

"Se as coisas em que acreditamos são diferentes das coisas que fazemos, não pode existir felicidade verdadeira."
--Dana Telford

"Se você não consegue ser feliz onde você está, é certo que você não conseguirá ser feliz onde você não está."
--Charlie Tremendous Jones

O que é felicidade pra você?

Sobre a calma e o domínio de si


"Para conservar a calma, é necessário possuir o hábito de não dramatizar nada e de, na expressão de Foch, "não levar ao trágico as coisas simples, nem simplificar as coisas trágicas".

http://lideranca.aaldeia.net/calma.htm

domingo, 3 de janeiro de 2010

Para tudo o que virá...


Um ano novo pela frente. Não sabemos o que está por vir. Temos apenas a possibilidade de fazer escolhas. Ao escolhermos uma opção, abrimos mão de outras tantas. A vida é feita de inúmeras escolhas.
Você pode escolher a ousadia de uma vida promissora em uma cidade grande e abrir mão da calmaria do interior.
Pode escolher viver no campo e, inevitavelmente, deixar de lado a vida na cidade grande.
Você escolhe tudo, de um simples corte de cabelo até decisões sérias, como casar, mudar de emprego, se separar, ter um filho, mudar de cidade. Escolhemos as atitudes que teremos diante de cada acontecimento da vida. Apesar da infinidade de opções que existe no mundo, é preciso ouvirmos muito bem o nosso coração, mas digo coração no sentido de nossa alma, daquilo que nos faz felizes, que nos realiza. Não adianta permanecer em uma situação, escolhendo um caminho se seu coração náo está ali.
Creio que aprendemos isso em alguns momentos de nossas vidas e não podemos deixar passar uma ou duas oportunidades.
Às vezes são momentos muito raros, mas nos mostram a possibilidade de seguir um rumo ou outro.
Enfim... em 2010 teremos que continuar fazendo escolhas. Passaremos por alegrias e dificuldades, esperando contarmos sempre com a ajuda lá de cima.
Vamos fazer a nossa parte sempre e confiar que o Plano Divino segue o seu rumo, que estamos no lugar certo, no momento certo.
É com essa energia que gostaria de iniciar 2010 e saudar a todos que visitam meu blog.
Em breve vou postar novas mensagens, algumas com temas diferentes. Por enquanto estou curtindo um descanso...hehe
Grande abraço!